Dor no braço.

Oi oi oi! Eu sou a Lela, fundadora da ORA 108 e estou aqui hoje digitando com os pés, pois o meu braço está TORCIDO!


Humor pastelão à parte, hoje eu vim falar sobre a minha resistência à todo essa discurso da "produção de conteúdo" obrigatória. Se você tem um negócio e está interessado no crescimento dele, já deve ter visto (e até se inscrito em algum) ebook, curso, lançamento ou live que pipocam diariamente nas nossas telas. E na grande esmagadora maioria, falam sobre compartilhar, botar a cara pro jogo, falar, escrever: produzir conteúdo.



Eu sempre fui contra a esse discurso automático.

Tipo a tia velha.


Em primeiro lugar: vejo muitas pessoas em uma bolha digital limitadora.

Não é porque você gosta de gastar seu tempo no instagram, que o seu cliente potencial também curte. As vezes, ele é um senhor rústico-bruto-sistemático, que não quer saber nem de 'zapzap', muito menos vai ter um celular and paciência pra te acompanhar. Às vezes, aquele folder no couché-brilhante-90g seria o necessário pra trazer ele até você.


Em segundo lugar:

CUSTO.

Fala-se muito em 'ganhar autoridade', 'ganhar força de marca', credibilidade, se tornar referência, ganhar fãs, construir uma comunidade, etc etc. Mas geralmente, o objetivo ao final de tudo isso é só um: LUCRO. E lucro é o que sobra quando você paga as suas contas. Mas se você está investindo muito na produção de conteúdo e fazendo isso sem um POR QUÊ (como o exemplo acima), essa conta não vai fechar. E quando falo de investir não falo apenas de dinheiro, mas do seu tempo de dedicação; será que se ele estivesse sendo empregado de outras formas o resultado não seria melhor? Acho que é importantíssimo esse questionamento.


Em terceiro lugar:

MUITA GENTE FALANDO (pelos cotovelos) e POUCA GENTE OUVINDO.

Já ouviram aquele questionamento moral, sobre ter dois ouvidos e uma boca? É isso.

Pra quê essa falação aleatória, desenfreada? Você realmente tem algo importante a dizer? Você não deveria ouvir um pouco mais? (Admito que esse é um exercício diário pra mim, porque tenho uma tendência em monopolizar as conversas por falar demais.)

Mas, voltando, todo dia tem um especialista diferente, gerando 'conteúdo' do suvaco, usando os famosos gatilhos mentais e às vezes criando uma legião de desinformação. E essa pessoa nem fez de propósito, ela só seguiu a manada.


Enfim, não estou, de maneira alguma, negando a capacidade incrível de alcance da produção de conteúdo, gente. Comercialmente falando, quem tem a verba, é muito bom investir. Mas, na minha opinião, não é uma regra a todo custo, uma prioridade como tem sido vendido. Vale sempre o bom senso: Cabe no meu orçamento? Tem coerência com meu produto? Temos algo interessante a dizer? A pessoa a que eu quero falar, está nessa plataforma? Essa é realmente a melhor estratégia? Quais são os meus objetivos finais?

Posso começar de uma maneira mais light?

Falando por mim, sempre adiei o início desse blog para respeitar um desenvolvimento sadio e sustentável da ORA. Imagina viralizar e não ter estrutura para atender uma demanda repentina? Ficar tão escravo dessa produção a ponto de tirar do tempo que deveria ser dedicado às entregas dos clientes? Entregar todo meu conteúdo (e experiências e insights) de bandeja pros concorrentes? Ou pior, só falar coisa superficial para que isso não aconteça? Meu tempo é precioso. Assim com o seu também. Não vou balangar o beiço à toa.


Talvez eu estivesse errada? Sim! Mas é preciso seguir os caminhos que a gente acredita e não o que as pessoas ditam pra gente. Essa é a grande questão (pra mim como pessoa e também profissionalmente). Longe de mim querer ficar na defensiva (podem vir com a atacativa nos comentários, tô sempre aberta à discussão.) Pode ser opinião polêmica, principalmente vindo de uma comunicadora, que trabalha com isso. Mas pra mim, uma boa comunicação precisa, acima de tudo, de uma boa mensagem que faça sentido ser falada.


Apesar de tudo isso, hoje (prévia de finados) estou aqui finalizando essa resistência e abrindo este novo caminho, (de boas com a dor de dar o braço a torcer), simplesmente por confiar nas pessoas que trabalham na/com ORA e no que a gente tem a dizer (e temos muito!) Após um período importante de maturação dessa ideia, a hORA chegou.


E vocês podem me esperar aqui mais vezes, com meu zero conhecimento de palavras chave ou tips de conversão pro titio Google, mas com realmente com algo a dizer. E abro alas para a Raquel, mais conhecida como a nossa raquellye-musa-redatora-criadora-coreana, que vai trazer muito material bacana pra vocês.


No geral, espero ansiosamente voltar escrevendo o post

"PAGANDO LÍNGUA NO CRÉDITO".



Bjs,

Lela



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